sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sem título.

Eu posso ser dramática. Isso sempre soube... Mas às vezes acho que esse "drama" todo é mais uma questão de sentimentalismo do que qualquer outra coisa. 

Não me refiro aquele sensacionalismo barato que nos bombardeia diariamente na TV, mas sim o jeito como recebemos notícias e reagimos. Por vezes me emociono com a felicidade, me chateio com grosserias, sofro com as tristezas e procuro buscar o equilíbrio entre minha personalidade ansiosa e inquieta. Sim luto contra meus "demônios". Odeio essa expressão, mas soa como a mais adequada no momento.

Agora, de uma coisa ninguém pode me acusar: de ser insensível. 

Se uma amiga me conta que levou um fora, me indigno junto e busco palavras inspiradas na convivência pra poder alegrá-la. Até ajudo a bolar um plano de arrumar outro, ou quem sabe dar o troco.
Se um amigo decide se casar, vibro de alegria e faço a festa antes mesmo da data. Já começo a fantasia as roupas dos pombinhos e com que penteado irei.
Se alguém diz que vai se formar, lembro-me do quão glorioso foi me livrar daquele CEUB e falto jogar confete ao ar para pessoa.
Se é sofrimento, inúmeras vezes choro junto, ofereço ajuda, abraço, oro e procuro me achegar mais.
E por aí vai...

Essa semana comecei a ponderar sobre a validade das pessoas por quem tenho consideração.Será que todas realmente são passageiras e possuem um prazo delimitado? Ou ainda, será que o valor que dou àquela pessoa realmente é merecido? Ou melhor, reconhecido e correspondido? Oh descobertas que a vida nos traz... 
 
Hoje tenho plena certeza de quem são as pessoas que devo sempre manter um vínculo vitalício, e aquelas que a democracia me ensina a tratar com educação. 
Apenas descobri que amizade verdadeira realmente é cultivada e que pequenos atos de simpatia, ou compaixão significam afagos inestimáveis pra mim. 
Aqueles que demonstram essa falta de carinho, ou correspondência com a minha consideração, quero realmente distância. Claro, mantendo a democracia. É estranho e desagradável pensar que estas pessoas já foram uma grande parte do meu universo de relacionamentos, e hoje ignoram qualquer memória devido a outros interesses, ou talvez descaso.
Assim, agradeço aos céus por ter pessoas em que posso confiar, que regozijam comigo, choram ao meu lado, e estendem seus braços, ombros e colos para mim. Afinal, estas mesmo sabem que recebem e receberão o mesmo em troca.

E confabulando com o pequeno príncipe, transcrevo esse trecho
- O que significa cativar?
É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços…"
- Criar laços?
Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…

Posteriormente a raposa fala da necessidade de ritos. Eu acredito neles. É necessário marcar presença periodicamente, ir a eventos importantes para o outro, dar presentes singelos no aniversário e ligar ou escrever quando pensarmos no cativo...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sonhos

O que é um sonho?

Eu sei que é um assunto muito explorado por qualquer pensador, filósofo, reles mortais e quem sabe cientistas. Mas, se formos por aquela vertente de que "sonho" é algo ligado a esperança, aí sim encontramos uma gostosa discussão.
Eu sou sonhadora. Eu fantasio. Eu me encho de esperança. Eu busco a felicidade diariamente. Assim vou tocando a vida...

Um dia me peguei pensando se realmente valia à pena ser sonhadora. 

Eu tinha ido a igreja da minha amiga Mônica e a pastora perguntou se nós sonhávamos. Naquele dia, segundo ela conduzia a pregação, Deus iria resgatar os sonhos. Ela dizia que é essencial sonhar e ter esperanças de um futuro melhor.

Naquele momento passei a pensar se tinha sonhos e se talvez alguns deles tivesse morrido.Até me desliguei um pouco das frases que se sucediam após esse questionamento inicial. E foi ali que comecei a me lembrar do quanto eu já tinha sonhado, e como grande parte desses sonhos tinham se tornado concretos.
Quando era criança sonhara em ser psicóloga, pediatra e até professora de inglês. Naquela época, aos 5 anos, nem sabia que um dia viria aprender a falar inglês e muito menos que me tornaria professora. Não virei psicóloga, mas escuto tantos dilemas de pais, amigos e familiares, que posso me considerar realizada. 

Também me recordei do dia em que estava bastante aflita por ter concluído o Ensino Médio nos Estados Unidos e o meu sonho era poder ir para uma faculdade. O problema é que eu não tinha a menor condição de pagar qualquer semestre em Massachusetts. Com o tempo, nos mudamos para Brasília e lá fui eu me matricular em um cursinho para prestar vestibular para Universidade de Brasília.  Obviamente, eu não estava nem um pouquinho preparada. Havia estudado por 6 anos em um sistema curricular totalmente diferente do exigido pela instituição. Lembro-me que fiz a prova já sabendo que havia a possibilidade de receber um belo adorado sim, e um não-tão-desejado não. Bem, veio o não. Felizmente, sempre tive pais sonhadores que me mostravam que quando uma porta está fechada, outra poderá ser aberta e caso elas não queiram abrir, temos que ir batendo em várias até uma delas nos receber. Assim, fiz o vestibular de uma faculdade particular e esperei ansiosamente o resultado que seria divulgado no Correio Brasiliense. Na manhã prevista para os resultados, corri até a banca de revista e saí morrendo de felicidade por ver meu nome ali. 
Mas, nada é tão perfeito no mundo real. Eu havia arrumado um emprego que pagava $470 mensais e a faculdade custava $540. Meus pais não podiam me auxiliar com nada mais além da cara moradia e transporte. Lá fui eu bater em mais portas... Eu tinha que realizar meu sonho de correr atrás de uma educação que melhorasse a minha carreira. Lutei, batalhei e arrumei um segundo emprego somando um salário de $800. Hoje penso COMO consegui sobreviver recebendo $800 por mês? Não sei. Só sei que o sonho impulsionou e motivou meus passos.

Naquele culto eu passara alguns minutos lembrando de outros sonhos, alguns grandes, outros pequenos, uns que demoraram ser alcançados, outros que foram rápidos. O que notei é que nenhum dos meus sonhos fora efêmero. Cada um deles tinha uma pontinha de desejo palpável e uma esperança sucinta que alimentava minha vontade de conquistar. 

Hoje, aos 23 anos tenho quase tudo que sempre sonhei.Me formei, entrei no emprego dos meus sonhos, tenho um relacionamento saudável com meus pais e irmão, achei um homem maravilhoso, comprei um carro do jeitinho que eu queria, conheci diversos mares, consegui ensinar crianças a ler...

Ah, aquilo que não alcancei, é porque ainda virão ao meu alcance. Quer dizer, ainda correrei atrás deles. 
Atualmente posso dizer que tenho vários sonhos, viajar por vários outros lugares, comprar um apartamento, ter uma casinha perto da praia, casar com aquele vestido (sonho desde os 9 com um vestido igual ao da minha tia Iris), ter uma família daquelas que são bem unidas, assumir o meu concurso (essa odisseia em breve terá fim!), comprar um Nissan (não sei porque sempre quis um desses...), ver meu irmão feliz, ver meus priminhos minúsculos crescerem, ser madrinha de vários casamentos das minhas amigas, aprender a cuidar de cabelos, saber cozinhar decentemente e viajar com meus primos adultos com seus respectivos filhos pra um lugar bem, bem, bem legal!

Nunca sonhei coisas absurdas... Nunca quis ser famosa... Nunca quis ter rios de dinheiro... Nunca quis ser perfeita...

Sempre sonho com coisas leves... Sempre incluo pessoas amadas... Sempre são alimentados por vários momentos... Sempre luto até alcançá-los, saboreando o caminho.

Acho que todos os dias coloco "a esperança na mochila ... Afinal... quanto tempo a gente ainda tem pra realizar os nossos sonhos? " - Emicida

E assim vou,provando a caminhada duradoura para os resultados de meus desejos.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Gratitude pelas pequenas coisas

Eu tenho fama de positivista

Não sei se esse é o termo mais adequado para me descrever, mas creio que delinia um pouco das minhas características. 

Sinceramente posso contar nos dedos, talvez em uma única mão, quantas vezes fiquei stressada e dizendo que tudo irá de mal para pior

O segredo, ou melhor, o apaziguador da minha vida, é na verdade um método muito simples que aprendi desde pequititinha. Se eu caísse e me machucasse, minha mãe dizia "Está tudo bem, pelo menos não quebrou nada." Quando quebrei o braço a resposta foi "Pelo menos não quebrou o pescoço."
De alguma forma isso foi irrigado na minha personalidade e hoje faz parte de quem sou. 
Ah, ainda fui abençoada com um amor muito sádico para comigo mesmo. Quando a coisa está feia, digo para minha Juh "Eu sinto que o mundo conspira contra a minha pessoa. Ou é isso, ou não sei." Ela cai na gargalhada. Ao menos minhas "desgraças" trazem frações de risadas para minha amiga.

Enfim, retomando a ideia da sábia Dona Ilca, minha mamãezinha querida. EU escolho ver as coisas boas. Mesmo sendo minúsculas. Após morar nos Estados Unidos minha adolescência inteira, retornei ao Brasil sem condições de comprar um carro, meus pais tentando se estabilizar e eu querendo tomar as rédias da minha vida e crescer.
Já houve dias em que pensei "PRA QUÊ tenho que pegar 6 ônibus todos os dias para trabalhar em dois empregos e fazer faculdade? Por que ninguém me ajuda?" Claro que tem existia toda a lógica de que estava iniciando minha vida de gente grande e que era necessário estudar, ter diploma e blá blá. Mas aos 19 anos, eu era muito "muleca". Só queria que alguém me carregasse nas costas, me levasse para o trabalho, pagasse ao menos um terço da minha faculdade e que de alguma maneira me desse algum crédito. O mérito reconhecido só veio chegar bem mais tarde...
O negócio é que todos os dias de manhã eu madrugava às 6 e pensava em quanto eu era sortuda de ter dois empregos gratificante e tinha a oportunidade de fazer uma faculdade. Por fim, penei por apenas um ano  sem carro. Corri atrás e comprei um Pálio bem feinho, de pintura queimada, mas era a minha alegria entrar no meu carrinho comprado com o meu suor (literalmente) e não ter que pegar mais 6 ônibus todos os dias.

Acabo sendo assim com tudo.Ainda que eu saiba que exista algo melhor, procuro ver a graciosidade do agora e sonho com um futuro promissor. Sempre acreditei na lei da semeadura e veemente creio que aquilo que eu plantar, outrora colherei.
Há uns tempos li um livro ( Ética para meu filho) que dizia que devíamos racionalizar o que é nosso "fruto" e o quê é "inquestionável". Não pude escolher uma família rica, mas pude correr atrás do que eu queria. Fui lançada num país aonde não sabia falar um "a", mas me ative a oportunidade de sugar tudo que aquele lugar tinha a me oferecer.

Sou educadora e vejo o quanto é prazeroso trabalhar com aquelas miniaturas. Às vezes chego morta em casa, mas me recordo o quanto foi encantador ouvir piadinhas, receber beijos babados e abraços que envolvem metade do meu corpo físico, mas 100% da minha alma. 
Tudo bem, já passei alguns perrengues na vida, talvez mais simples do que os do caro leitor, porém, essas simples medidas elucidam uma vontade gostosa de viver. 

Sinceramente, sinto profunda pena das pessoas que colocam em redes sociais queixas horrendas dizendo que tá tudo uma merda e "FML". Jamais faço isso. Posso ser taxada de ingênua, boba, crente demais da vida, bobinha e etc & tal.  
O fato é que o fardo se torna mais l e v e...   à cada dia...


Existem pessoas que não importa quão grande seja a oportunidade, acharão um tremendo defeito e enxergarão só o lado não-lapidado da situação. Honestamente, é tudo uma questão de percepção. 

Faça o teste. Anote por 1 dia, um dia apenas, pelo que está grato até à meia noite, ou seja lá qual for a hora que você dorme. 

Vou soltar 5 coisas gratificante que ocorreram hoje pra impulsionar vocês:

  • Acordei e fui recepcionada pelo abraço mais dengoso;
  • Trabalhei com as crianças mais lindas da terra e uma delas elogiou meus sapatos novos;
  • Uma amiga disse que eu havia engordado e que eu estava ótima;
  • Conheci uma moça com deficiências físicas dona de um sorriso mais caloroso do mundo;
  • Achei um livro que estava louca pra compartilhar com meus alunos. 
P.S. Estou com o corpo moído, esqueci os remédios na escola, mas estou "viva"(com voz de Dona Ilca ao emitir essa frase.). Oh gripe, ainda bem que você nunca dura mais de 5 dias.

Viu como é simples? É só uma questão de observação...
Inpire-se com a música e vídeo:

There's hope - India Arie


"There's hope
It doesn't cost a thing to smile
You don't have to pay to laugh
You better thank God for that"


"Há esperança
Não custa nada sorrir
Você não paga para rir
É melhor agradecer a Deus por isso"



domingo, 17 de julho de 2011

Paixão, Comodismo e (suspiro) Amor.

Aos vinte três anos creio não poder opinar muito bem sobre o famoso e até mesmo corriqueiro tema. Às vezes até acho a inexperiencia um meio perpicaz para discutir o assunto. Ah, o Amor.

Toda vez que acaba um relacionamento percebo "É. Não era amor. Achei que fosse, mas não era. Talvez fora uma paixão e por algum erro no percurso virou um fadigante comodismo."

Como sempre, a leitura me inspira e fui buscar alimento para minha alma com a própria : Clarice Lispector. Folheando as páginas de A Paixão Segundo G.H. comecei a gargalhar entrelinhas. Quantas vezes fiz aquela indagações de "Quem sou eu? O que foi isso?" Enfim, a consagrada me alertou para minha eterna insatisfação sobre a desilusão. Odeio, ODEIO (e olha que em lar cristão essa palavra é explicitamente proibida) me sentir enganada por outros e na maioria das vezes, por deslize meu. Bem, a sábia escritora, e a chamo de sábia porque me ensinou algo, disse o seguinte:

"Talvez a desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema."

BOOM! Meus pensamentos percorreram meus sentimentos, apertaram o coração e mal pude acreditar quando ela disse que deveríamos ficar felizes ao sermos desiludidos. Afinal, não estamos mais sendo passados como bobos (DUH!).

A feroz verdade é que a pessoa que vos escreve é completamente movida à paixão. Em tudo. TUDO. Compro peças de roupas, sapatos e bibelôs quando me apaixono pelo item. Fico em um emprego porque venero o que faço e me apaixono pelo arduo labor. E, consequentemente, com homens não poderia ser diferente. Oh Cristo, quando o sujeito aparece, o coração tem que bater mais rápido, olhinhos brilharem e devo passar no mínimo algumas sucintas horas do meu dia pensando nele. Porém, aí que vem o pecado. A maldita,delirante,enfeitiçante,impulsionadora paixão tem prazo de validade. Como já diria o Sr. meu pai Januário, "E aí que somos pegos de calça curta." Pudera o dicionário meia boca da internet descrever paixão como Movimento violento, impetuoso, do ser para o que ele deseja. Pois bem, eu sou a louca que corre meio mundo pelo apaixonado. Eu, sou a biruta que passa horas no telefone, escrevo recadinhos, mensagens, compro presentes e invisto meu precioso tempo (sem falar no óbvio coração).

Passado o estado febril, vem o contaminante comodismo. Essa porcaria é igual câncer. Dissipa todas as áreas do seu corpo. Voltando ao dicionário, a comodidade é qualidade do que é cômodo, vantajoso, agradável, confortável, prático. Aí, você incrédulo do meu 'pensar, me questiona o que há de vantajoso em estar com alguém sem paixão?

Tudo meu caro! Lembra da desilusão? Aquele temor de não pertencer mais a um sistema? Voila!

O coisa chata é ter que se adaptar a ser a solteira de novo. E todos os parentes questionam o que deu errado, opinam como o mequetrefe era pouco para mim além de quererem oferecer irmãos da igreja, colegas de trabalho e filhos das amigas. Oi, tenho 8 tias! Isso é chato. Fora os de fora. Do trabalho, do ciclo de amigos etc. Só de pensar em ter que explanar meu jeito de ser para o futuro pretendente... Já me dá calafrios!

YES, me refiro a eles como pretendentes, visto que, namoro pra mim é a prévia para um casamento! Pensaram que eu nem era tão moda antiga assim não é?


Enfim, é aí que me questiono o que é o verdadeiro amor. Deve ser uma coisa ou de outro mundo, ou quem sabe tão simples que acabamos por complicá-lo por inteiro. Acredito que grande parte da minha vida vivi redondamente equivocada. Sempre achei que o amor seria algo encantador, envolvente e pronto para usufruir. Well, I guess I was wrong. Não vou nem citar o que o dicionário diz sobre tal vocábulo. Ocuparia 1/três dessa entrada do blog. Eu descobri que amor, limitando ele ao sexo oposto, é algo integrante e impulsionador. Sabe aquela sensação de que algo faz parte de quem você é e essa tal coisa te faz querer prosseguir? Pois é.

Há alguns meses assisti a um vídeo do Rob Bell intitulado "Flames - Chamas" . O cara foi brilhante e ilustrou o amor como algo composto por chamas. Ele explica que a Bíblia no aramaico tem três palavras que na nossa limitada língua é apenas chamada de amor. Essas são Raya, Ahava e Dod. De acordo com Bell, só se tem verdadeiro amor quando essas três chamas estão latentes em nossas vidas e fomos feitos para nos sentir completos quando todas estão acesas. Bem, a Raya é aquela sensação de amizade, cumplicidade, alma gêmea e companheirismo. Já Ahava, é a mais complexa, a sensação de afeição profunda, a certeza de um compromisso, de que não há outra pessoa nesse planeta que você queira sem ser seu escolhido. E claro, o Dod que traduzindo significa farrear, ameigar, ou em termos mais irreverentes (perdoe-me culto leitor) o físico excitante.

A verdade é que nunca na história dessa pessoa que lhes escreve, eu tinha sentido as três chamas acesas. Outrora era a Raya e o Dod, ou talvez o Ahava e o Dod, mas nunquinha os três entrelaçados. Pelo menos o Dod sempre esteve presente!

O motivo dessa escrita de hoje foi para simplesmente me fazer refletir e quem sabe dar uma sacudida em vocês. Não podemos nos deixar levar por essa banalização do que seja o amor... É até meio "cafona"eu falar assim, mas eu creio no verdadeiro amor. Aquele que dá a certeza de não querer mais nada além daquilo, e de ser cúmplice, de seu parceiro e claro, vê - lo e pensar "Olha aí o cara que sacoleja minhas estruturas". E poder pensar convictamente "O mundo em minhas mãos? Nem é isso que espero. Ter o amanhã e você é tudo o que eu quero."

Portanto meu povo, uma hora vai chegar a clareza em seus pensamentos e o os sentimentos vão dar aquele impulso...

Assim, me despeço, deixando aqui o link do vídeo legendado de Flames . Caso chorem, me contem para que eu me sinta menos manteiga derretida e saiba que há simpatizantes de causa.

http://www.youtube.com/watch?v=_ADtSFDvkuk

Também sugiro que escutem “Do amor” da Tulipa Ruiz

http://grooveshark.com/s/Do+Amor/2VQ9oC?src=5

Com muito carinho,

Polly.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sono? Cadê você?

Sabe aquelas noites em que você tem absoluta certeza da essencialidade do seu sono?

Hoje é uma delas.


Inventei de correr no parque olhos d'agua com uma amiga e, após feito isso, me lembrei do meu pacote trimestral previamente pago na academia próxima à minha casa. Bem, há alguns meses não me aventuro a pisar o pé lá. Claro, decidi pedir alguns dias de "férias" para não ficar no total prejuízo e poder utilizar esses dias em um futuro breve. Seja paciente, há um porque para toda essa explicação.

Ao chegar no local, me deparei com aquelas belíssimas relíquias chamadas de esteira. Já que tinha gasto meu tempo e gasosa pra estar ali, roupa de malhar já no corpo, me presenteei com mais 30 minutos de corrida.

Pós trote, tiro e caminhada, vim para casa e simplesmente me joguei na cama. Morta. Com forças apenas para desenvolver 20 minutos de conversa ao telefone. "Ótimo" - pensei eu sob um lapso de ignorância "Dormirei facilmente até às 6hs e vou acordar felizmente descansada."
Mas, nem tudo na vida é perfeito. Aliás, nada é. Após 2 meras horas dormidas, sou acordada pela desastrosa imagem do meu irmão adolescente procurando meu celular para ligar no dele e o encontrar.

URRU! - onomatopeia que descreve minha empolgação no atual momento!

Generalizando o meu ritmo de sono, sempre durmo em qualquer lugar e a qualquer hora. Posso acordar 10 vezes, mas ao fechar os olhos até o sonho interrompido volta. Fora quando não misturo sonhos, com pensamentos do subconsciente, com conversas paralelas desenvolvidas por alguma 2a pessoa insistente na crença que estou atenta de olhos fechados.

Tenho plena certeza desta madrugada não ser um desses dias padronizados do meu descanso mental através do dormir. A partir do momento em que o meu lindo irmãozinho, de 1m70cm, pisou no meu quarto, todas as minhas preocupações diurnas invadiram minha mente impedindo o retorno do meu sonho.
Lembrei-me então dos meus métodos de expulsar preocupações de minha mente. Ligar para a amiga, orar, buscar soluções palpáveis e escrever. Posso dizer que às 1 e 25 da manhã fiz todos os procedimentos citados. Assim, meu sono deve me alcançar nos próximos 10 minutos. Caso contrário, serei tentada a ler um livro sobre o serviço secreto do Brasil. Digo isso porque faz 3 meses que tento terminar o livro "Ministério do Silêncio", quem sabe não uso o tempo livre forçado para algo útil.

Eba! Sinto um bocejo se formando. Ótimo sinal.

Good Night!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Aprendi com as crianças

Após passar o fim da tarde com meu primo de 5 anos, percebi quantas lições aprendi com os pequeninhos da minha vida.
Além de trabalhar com crianças de 4 anos, convivo com mais 7 na minha família.Então, é muito conhecimento acumulado.
Confira o que aprendi:

Somos belos.
Descobri isso porque sempre pergunto a todos eles por que são tão lindos? Já ouvi "Meus pais me escolheram assim " - sim nossos pais e Pai do céu nos fez assim; "Sou menina, e toda menina nasceu pra ser linda" - eba! Também nasci menina; "Cortei o cabeo Miss Polly" - De 2 em 2 meses corto o meu, "Eu tomei banho hoje de manhã" - banhos matinais acordam nosso animo e tiram toda suejira acumulada de baba e remela; e por último, "É porque sou uma 'poça' de educação" - eita sorte, meus pais me educaram.

Queremos mesmo é ser feliz.
Nunca vi raça pra ser tão alegre assim. Há dias que me pergunto como é que podem achar inspiração em tudo quanto é coisa! Hoje saí com meu priminho e perguntei "Ai Noan, bom é ser criança né? Você gostaria de ser adulto? ". A resposta me soo um pouco ríspida, porém, um tanto sábia : "Eu não! Eu quero mais é curtir minha vida e ser feliz!" Pode? Uma alma existente há apenas 5 anos? Paremos de querer ser outra coisa além de feliz!

Não importa o que os outros pensam quando se trata de nos satisfazermos.
É verdade, o estereótipo de que professor se amarra em ver crianças felizes, brincalhonas e comportadas, se aplica um pouco a minha pessoa. Acredita que um dia desses pintávamos uma bela bandeira brasileira de verde, e uma alminha "sapeca" pinta o rosto e grita "Look at me! I'm the Hulk!" Eu quase caí pra trás! Claro que ele sabia que não se pode pintar o rosto com tinta guache! Afinal, sempre usamos a tintinha "cara-pintada". Ou seja, o esperto seguiu seus impulsos para se satisazer.

Hominhos fingem "odiar" mulheres, mas no fundo as amam.
Tem um "gotoso" lindo de viver na minha sala que jura odiar meninas. E quando eu digo que eu também sou menina e que a mãe dele também, ele rapidamente responde " Tá bom, só gosto de meninas grandes" . Na verdade acho que o que ele quer dizer é que as que ele sabe que realmente o ama, ele também as ama. Bem, sei que é da idade e tudo mais, só que esses dias, a mãe me disse "Nossa Miss Polly, ele não pára de falar da Fulaninha!" AHA! Eu sempre soube que era impossível odiar o sexo oposto.


Coisa boa é se refrescar com as ideologias e sabedoria das alminhas puras e solícitas que me cercam...

Uma semana daquelas...

Quem me conhece sabe o tanto que sou positivista e como procuro sempre relevar os males corriqueiros.
Bem, sei lá quem é que sempre diz que todos terão o seu inferno astral. Nunca acreditei e sempre achei que fosse desculpa de gente-mal-amada.

Well baby, bem amada sempre fui, maaas essa semana... Só pode ser a versão para pessoas incrédulas a superstições viverem um tiquinho delas.

Semana de TPM, semana de menino virar e reformular seu humor no trabalho, minha mamãe fora de casa pra estudar ( YES eu confesso aquela godinha sempre ameniza tudo!), verdades obscuras vindo à tona e cólicas abençoadas.

Então lá vou eu pensar em alguma terapia eficaz para corrigir o problema. Enumero-as a seguir:
  1. Cortar o cabelo
  2. Fazer compras
  3. Comer brigadeiro
  4. Pegar meu priminho e ir ao parque com o "guli"
  5. Me descabelar
  6. Correr pelo olhos d'agua
  7. Fazer as unhas
  8. Procurar um bom livro
  9. Desabafar para meu psicólogo e oráculo gratuito (Juh)
  10. Aceitar tudo e acreditar que depois de sáb tudo mudará.

Do jeito que ando com sorte, o corte vai ficar feio, as compras vou acabar voltando pra casa com coisas supérfluas, o brigadeiro vai me render 1kg de gordura e 1 num acima do meu manequim, as unhas estragarão-se antes do fds, a Juh vai estar de TPM (ela é anormal, e n sofre desse mal) e a tal semana se estenderá e os dias passarão lentamente.

Pelo visto, me restam meu Noan gotoso, o parque, o livro e apostar na Juh.

Tá, vou nessa, achar o tenis e dar aquelas corridinha.